quarta-feira, 18 de abril de 2012

A Porta


Apenas um ruído oco escorrendo pelo nada e uma enorme porta adiante. Foi assim que a ainda Sem Nome encontrou aquele lugar. Passou os dedos delicados pela porta, que por entrar em contato com o ar quente que saía de seus pulmões fez brilhar um símbolo:




A gigantesca porta de madeira antiga com o símbolo brilhante em amarelo se abriu com um rugido. Do outro lado luzes amareladas e brilhantes serpenteavam no ar do grande salão vazio. Sem Nome pode ver o mesmo símbolo transparente desenhado nas paredes brancas que se iluminavam com as luzes amarelas que dançavam no ar.

E no princípio tudo era luz...

As luzes brilhantes passaram então a envolver seu corpo, penetrando-o pelas narinas, ouvidos e boca. Então, Sem Nome era também luz e tudo se fez luz, só podia ver o amarelo rodopiando por todos os lugares e aquele lugar já não era mais um lugar, mas uma capsula de luz amarela brilhante que girava no espaço, como uma estrela prestes a explodir.

- É assim que entramos no Duminavo. – disse uma voz cristalina que ressoava por todas as partes: - Duminavo é um lugar onde apenas uma mente de luz é capaz de penetrar. Duminavo é um lugar onde apenas os olhos treinados para ver adiante são capazes de encontrar.

Então, Sem Nome sentiu sua boca seca, um leve enjoo parecia envolver o seu estomago, as luzes rodopiavam cada vez mais rápido formando um imenso turbilhão brilhante. Ela estava perdendo seus sentidos e as luzes a consumindo, cada vez mais rápido, desenfreadamente, indo além do que sua percepção podia captar. O símbolo da porta iluminou-se num branco azulado e intensamente brilhante e Sem Nome desmaiou.

Ouviu-se então apenas o barulho do mar...


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