Apenas um ruído oco escorrendo
pelo nada e uma enorme porta adiante. Foi assim que a ainda Sem Nome
encontrou aquele lugar. Passou os dedos delicados pela porta, que por entrar em
contato com o ar quente que saía de seus pulmões fez brilhar um símbolo:
A gigantesca porta de madeira
antiga com o símbolo brilhante em amarelo se abriu com um rugido. Do outro lado
luzes amareladas e brilhantes serpenteavam no ar do grande salão vazio. Sem Nome pode ver o mesmo símbolo transparente desenhado nas paredes brancas que se
iluminavam com as luzes amarelas que dançavam no ar.
E no princípio tudo era luz...
As luzes brilhantes passaram
então a envolver seu corpo, penetrando-o pelas narinas, ouvidos e boca. Então,
Sem Nome era também luz e tudo se fez luz, só podia ver o amarelo rodopiando
por todos os lugares e aquele lugar já não era mais um lugar, mas uma capsula
de luz amarela brilhante que girava no espaço, como uma estrela prestes a
explodir.
- É assim que entramos no
Duminavo. – disse uma voz cristalina que ressoava por todas as partes: -
Duminavo é um lugar onde apenas uma mente de luz é capaz de penetrar. Duminavo
é um lugar onde apenas os olhos treinados para ver adiante são capazes de
encontrar.
Então, Sem Nome sentiu sua boca
seca, um leve enjoo parecia envolver o seu estomago, as luzes rodopiavam cada
vez mais rápido formando um imenso turbilhão brilhante. Ela estava perdendo seus sentidos
e as luzes a consumindo, cada vez mais rápido, desenfreadamente, indo além do
que sua percepção podia captar. O símbolo da porta iluminou-se num branco
azulado e intensamente brilhante e Sem Nome desmaiou.
Ouviu-se então apenas o barulho
do mar...

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